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O QUE É SAÚDE ?


A definição mais difundida é a encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde:



Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças!



FATORES DE ADOECIMENTO:


1 - Estresse é a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo superar determinadas exigências do meio-ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo;



2 – Fatores hereditários;



3 – Fatores ambientais;



4 – Alimentação inadequada.




O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia.



Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças...




Exemplos de estressores no cotidiano :


Desprezo amoroso;

Dor e mágoa;

Níveis altos de som;

Eventos: nascimentos, morte, guerras, reuniões, casamentos, divórcios, mudanças, doenças crônicas;

Responsabilidades: Dívidas não pagas e falta de dinheiro;

Trabalho/estudo: provas, tráfego lento e prazos pequenos para projetos;

Relacionamento pessoal: conflito e decepção;

Estilo de vida: comidas não-saudáveis, fumo, drogas, alcoolismo e insônia;

Exposição de estresse permanente na infância (abuso sexual infantil);

Idade;

Calor excessivo.


Salutogênese:


Salutogênese (do latim: salus = saúde; e do grego: genesis= origem) é um termo cunhado por Aaron Antonovsky para designar a busca das razões que levam alguém a estar saudável. Esse conceito representou uma mudança de paradigma nas ciências da saúde, que até então buscavam uma explicação apenas para a razão de alguém estar doente (patogênese)[1]. 


O conceito de Salutogênese é uma das teorias mais bem desenvolvidas a respeito da importância de fatores de proteção para a saúde humana[2]. 


O Modelo de Antonovsky concentra sua atenção nos recursos pessoais (ing. resources) protetivos, ou seja, aqueles elementos internos que auxiliam a pessoa na superação das dificuldades que surgem em sua vida, veja por exemplo, os exemplos dos sobreviventes dos campos de concentração nazistas na 2a. guerra mundial,  que foram longevos mesmo após tantas desgraças em suas vidas pessoais! 





A TERAPIA DE REFLEXO COMO UM MEIO DE SALUTOGÊNESE


A Terapia de Reflexo segundo o DeCS (Descritor em Ciências da Saúde) significa "tratamento de alguma condição mórbida pela excitação de uma ação reflexa" e tem como base a resposta natural e fisiológica do Sistema Nervoso a estímulos provocados em áreas próprias e receptivas para tais no corpo humano.


Ao tratar uma pessoa com o toque terapêutico obedecendo ao modelo proposto na idiossincrasia, esta é incentivada a entrar em contato com qualquer sentimento ou emoções produzidas no mesmo instante pelo tratamento, sejam estas reações físicas, emocionais ou sensoriais, expressando-as verbalmente ao terapeuta durante a sessão, fazendo desta forma um estímulo físico, "o toque", e ao mesmo tempo levando a pessoa a uma plena conscientização de suas sensações corporais e emocionais, provocando assim um amplo estímulo no âmbito de Sistema Nervoso central e periférico, repercutindo positivamente na saúde e qualidade de vida dos pacientes. [2] 


Desenvolvimento:


Após estudar em várias escolas das chamadas Terapias Alternativas, tais como; 

Reflexologia, Quiropraxia, Acupuntura, Acupressura, Auriculoterapia entre outras, e mesmo de forma autodidata, percebi que muitas destas baseiam-se em teorias criadas para dar suporte aos seus supostos tratamentos mas sem comprovação científica básica, beirando muitas vezes a "crendice e o misticismo" ou como pseudociência em sua prática terapêutica, podendo colocar em risco a saúde da pessoa tratada. Assim de maneira sistemática, realizou vários estudos e pesquisas, e observou que embora muitas destas terapias tenham um resultado positivo, não poderiam ser inseridas nos meios médicos convencionais, deixando assim de beneficiar inúmeras pessoas por carecer de estrutura lógica e compreensível com bases científicas factíveis.


HISTÓRIA DA TERAPIA POR TOQUES


Diferença da Terapia de Reflexo e da Reflexologia/Reflexoterapia:


Na Alemanha por volta do início do ano 1900 , foram desenvolvidas como "massagem reflexa", ficando aí esclarecidas os benefícios desta, como reações as massagens. Nos Estados Unidos da América o Dr. William Fitzgerald (médico do Departamento de CABEÇA-PESCOÇO do Hospital de São Francis em Hartford, Connecticut) , conhecido como o fundador da chamada “Terapia por Zonas” também por volta do ano 1900, foi quem impulsionou o conhecimento e a arte da terapia reflexa no ser humano, sendo que ele descobriu que pressionando certos pontos em uma das 10 ZONAS em que ele dividiu o corpo humano, podia afetar outras partes do corpo, levando a “analgesia” das dores. 


Infelizmente suas técnicas não foram bem aceitas pela comunidade médica de seu tempo, mas um médico chamado Dr. Joseph S. Riley e sua esposa acreditaram em seu trabalho e usaram suas técnicas durante anos. Riley aprimorou a técnica e fez os primeiros “mapas” e desenhos detalhados dos pontos reflexos nos pés. Mas foi a assistente de Riley, que provavelmente fez a maior contribuição para o moderno tratamento de saúde através dos pés, sim , coube a Eunice Ingham (1879-1974) as maiores descobertas para a reflexoterapia podal. Ela mapeou os pontos reflexos nos pés seguindo as 10 Zonas propostas pelo Dr. Fitzgerald, PONTOS ESTES QUE CONTINUAM A FAZER PARTE DAS ESCOLAS DE REFLEXOLOGIA NO MUNDO TODO, MAS QUE DEIXAMOS CLARO QUE QUALQUER AFIRMAÇÃO QUE DETERMINADO PONTO NOS PÉS OU EM OUTROS LUGARES TENHAM QUALQUER LIGAÇÃO DIRETA COM ÓRGÃOS E VÍSCERAS DOENTES OU NÃO NO CORPO HUMANO, NÃO PASSAM DE MERA SUGESTÃO, SENDO ESTA A “LINHA SEPARADORA” ENTRE A REFLEXOLOGIA/REFLEXOTERAPIA E A TERAPIA DE REFLEXO!


Fundamentação Fisiológica


Neurologia e Toque Terapêutico:


"Surpreende até certo ponto que nenhum dos autores de trabalhos sobre toque terapêutico tenha se aventurado a discutir os mecanismos neurofisiológicos por meio quais sua terapia, pelo menos em parte, talvez conseguisse fundamentar seus supostos resultados. Se assim procedessem, estariam em condições de apresentar uma estruturação teórica muito melhor em defesa de suas noções do que até agora. Além da interação social, o que está envolvido a nível fisiológico em todas as formas de toque são mudanças nos impulsos eletroquímicos.

Quando tocados, os neurônios que recebem os estímulos ativam geradores de fracas correntes elétricas, localizados na membrana externa das células nervosas, e também ao longo dos dendritos sensoriais e axônios motores" Dr. Ashley Montagu – Universidade de Princeton, New Jersey.


A estrutura fundamental do sistema nervoso é o neurônio que transmite os sinais aos tecidos e partes do corpo aos quais está relacionado. Reduzido a sua forma mais simples, o neurônio consiste num corpo celular do qual se projetam duas extensões principais, na forma de sistema de fibras: os dendritos sensoriais e os axônios motores. Os dendritos são geralmente curtos e dispostos segundo um padrão de complexa ramificação que forma um arbusto em torno do corpo celular. São os dendritos que recebem os sinais. Os axônios são geralmente mais compridos, freqüentemente são dotados de ramificações chamadas colaterais e terminam numa saliência de tamanho muito menor. A excitação inicia-se no arbusto terminal do dendrito e é transmitida aos terminais do axônio. Este pode agir diretamente sobre o músculo ou glândula ou transmitir a excitação ao dendrito ou a outro axônio. A área na qual o axônio de um neurônio estabelece contigüidade - não continuidade - com um dendrito de outro neurônio é a sinapse. Uma sinapse consiste de duas partes: uma extremidade saliente de um terminal de axônio e a região receptora de outro neurônio. Alguns tipos de unções sinápticas são organizadas entre axônio e axônio, ou entre dendrito e dendrito. Um neurônio pode estabelecer até 10.000 sinapses. Na junção sináptica, a saliência axônica, que é a parte da sinapse que presta informações, e que contém muitas vesículas portadores de milhares de moléculas de transmissores químicos libera estas moléculas na fenda sináptica (na área que separa axônios e dendritos), como está mostrado esquematicamente na figura abaixo. Essa liberação é desencadeada pelos impulsos elétricos que estão vindo, propagados pela membrana do axônio. O impulso nervoso ou a ação potencial é uma onda autopropagada de potencial elétrico negativo e, como o sugeriu Robert Miller, é possível que mudanças temporárias na freqüência dos impulsos tenham algum significado. Embora Miller se refira a mudanças nervosas no cérebro, sua sugestão provavelmente se aplica também a mudanças nos neurônios do sistema nervoso periférico. A passagem de um potencial de ação por um neurônio ou fibra nervosa é praticamente um evento simultâneo. Os receptores sensoriais da pele, dos quais provavelmente existem mais de meia dúzia de tipos, são ativados eletricamente quando estimulados. As voltagens elétricas ou potenciais de gerador variam de 10 a 100 milivolts, voltagem esta praticamente tão alta quanto a de um potencial de ação. Nas variedades de toques, pressões e vibrações acontecem muitas atividades elétricas que variam com a idade, a condição física e outros fatores idiossincráticos. Essa atividade elétrica pode não somente ser diretamente medida nos neurônios implicados, como também pelo seu retorno sobre a pele, através de testes de condutividade epidérmica, semelhantes aos que já se tornaram conhecidos ao público, como os assim chamados detectores de mentira (que não detecta mentira nenhuma!). Estímulo de pressão aplicado no Hálux (dedão do pé) esquerdo, em zona de reflexo correlata, e imagem de ressonância magnética cerebral em tempo real. Áreas do corpo apropriadas para aplicação da Terapia de Reflexo.


Evidencias científicas com resultados positivos na saúde e qualidade de vida das pessoas tratadas com a terapia por toques:


Na unidade de Oncologia do Hospital de Gorizia – Itália (período Janeiro de 2002 à Dezembro de 2003) pesquisa com grupo de controle com 21 pacientes com idade média de 51 anos de ambos os sexos, (10 pacientes com estado de metástase) todos em tratamento quimioterápico (8 paliativos e 13 adjuvante) dentre estes, 7 pacientes recebiam também tratamento radioterápico complementar à quimioterapia, tendo estes pacientes também doenças que os acometiam antes do tratamento do câncer como, Mal de Crohn, hemicrania, diverticulite, etc.


- Melhoramento do PS (valor médio 8.3 a 8.9);

- Resultados favoráveis em todos os parâmetros;

- Diminuição percentual de todos os distúrbios (geral - 62%) relacionados ao tratamento

do câncer com uma validação global de (dos 109 sintomas relatados antes do

tratamento com a TR (tais como náusea, alterações na enurese, diarréia, dores , pernas

pesadas, distúrbios respiratórios, etc) apenas 41 persistiram após o tratamento) em

uma escala dos distúrbios “físicos” (de 59 para 18 = - 69% ) e dos distúrbios

“psicossomáticos” (tais como insônia, fadiga, tensão, depressão com tendência ao

choro) (de 50 para 23 = - 54).


Pesquisadores: Glória Fabbroni (Enfermeira) , Maria Grazia Todisco (Psicologa), e

Dr. Vicenzo de Pangher Manzini (Médico Oncologista) – Ospedale de Gorizia – Unidade de Oncologia – Itália.


Uma pesquisa conduzida na Universidade Católica da Coreia do Sul e apresentada em 21 de Julho de 2004 mostrou a eficácia da TR aplicada nas mãos no estudo denominado “Os efeitos da TR aplicada nas mãos para vômito, náusea e ansiedade nas crianças com leucemia aguda com altas doses de quimioterapia”, os resultados que se seguem mostraram:


1- O número de crianças com vômito e náusea diminuíram no grupo experimental, mas não no grupo de controle, houve uma diferença significativa dos sintomas (vômitos e náusea) entre os dois grupos;

2 – O número de crianças com estado de ansiedade diminuiu no grupo experimental, mas aumentou no grupo de controle, onde após a segunda tomada de dados das crianças, as diferenças entre as crianças do grupo que recebiam a TR e o grupo de controle ficaram mais evidentes ainda;

3 – Não houve diferença na tomada de pulso dos dois grupos;

4 – Houve uma diferença significativa na pressão sistólica entre os dois grupos, nas crianças do grupo experimental houve uma diminuição enquanto no grupo de controle houve um aumento desta;

5 – O nível da pressão diastólica dos dois grupos diminuíram durante o tempo das tomadas de dados.

A conclusão é que houve uma melhoria no estado de saúde e qualidade de vida das crianças com leucemia aguda tratadas com altas doses de quimioterapia que receberam o aporte da TR em relação às que não receberam a TR.


Pesquisadores: i-Eun Han, Master, RN, Young-Im Moon, PhD, and Ho-Ran Park, PhD


Outra pesquisa com resultados promissores na aplicação da TR foi na melhoria da qualidade de vida e saúde de pacientes com câncer no seio em metástase, estas pacientes sofrem não só pelo câncer em si somente, mas também pelos efeitos colaterais produzidos pela quimioterapia, bem como das dores provocadas como reação à própria doença e aos efeitos

posteriores das cirurgias. 


Sobre o mecanismo pelo qual a TR induz ao alívio dos sintomas não está totalmente entendido, o aumento de serotonina e dopamina no organismo juntamente com um decréscimo dos níveis de cortisol tem sido reportadas seguindo às sessões de TR. [7,16] 


Em adição a isto houve um aumento das céluIas “natural killer” e níveis de linfócitos em pacientes com câncer nos seios após receberem a TR[6] 


Entretanto resultados conflitantes foram reportados recentemente, [17] Isso é possível dependendo de

muitos fatores incluindo o local da aplicação da TR, a intensidade da aplicação ou o impacto psicológico decorrente da cirurgia, quimioterapia e radioterapia podem causar impactos na eficácia da TR. 


Pesquisadores: Stephenson NL, Swanson M, Dalton J, Keefe FJ, Engelke M.

Partner-delivered reflexology: effects on cancer pain and anxiety. Oncol Nurs

Forum. 2007;34:127-32.